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COLUNISTAS | Rafaella Freitas

ALINE DALCIN

Conheça a trajetória desta “Coach sistêmica”

Olá! Eu sou Aline Possamai Dalcin, tenho 39 anos, nascida em São Borja – RS. Filha de Enio Luiz Possamai e Marley Possamai. 
Casada com Ezequiel Dalcin, mãe da Isabelle e da Nicolle. 

Agropecuarista, Empresária, Comunicadora e Facilitadora da Expansão de Consciência. Meu trabalho é ajudar as pessoas a entrarem no mundo do autoconhecimento, olhando para dentro de si, observando, sentindo, se conectando e ouvindo as respostas que só você possui. E como facilitadora e fortalecedora de vidas te ajudo a encontrá-las com as ferramentas certas e personalizadas para cada pessoa, sendo essas Reiki, Coach Sistêmico, Constelação Sistêmica e Familiar e PNL.

Pergunta: Seu trabalho abrange o autoconhecimento, de olhar para dentro de si. Como é lidar com tudo isso no seu trabalho?
Resposta: Para mim é uma oportunidade única. Poder contribuir para a evolução das pessoas a partir da expansão de consciência é um presente do universo. Me sinto plena e grata nesse que é um dos meus papeis. 

1)    Nos conte sobre a sua trajetória
          Resposta: Eu sou do interior do Rio Grande do Sul. Sempre morei no interior mesmo, na fazenda e sempre fui uma criança muito livre. Eu brincava na areia com meus três irmãos (trigêmeos). Meu pai e minha mãe, sempre nos educou cobrando compromisso, sempre nos ensinando a autorresponsabilidade. Então, desde muito nova, eu já fui muito responsável, porém eu tive uma infância muito livre. Tomava banho de lago, brincava na areia, andava de bicicleta, andava a cavalo, sempre junto com a natureza. 

Desde que eu tinha meus 11, 12, 13 anos, eu sentia assim, que eu tinha uma voz interior e dizia assim: Aline, não é só isso! Tem mais coisas, não é só o que tu vê, não é só o que te falaram, tem mais coisas. Então, eu sempre fui aquela coisa, daquela intuição e sabia que tinha mais coisas além do palpável, do tangível, do visível.

Eu vim de uma família grande. O meu pai, minha mãe e três irmãos. Eu comecei a namorar o meu marido quando eu tinha 13 anos, casei com 16 anos, estou até hoje com ele, a gente está junto há 25 anos. Então, nós começamos a trabalhar na agropecuária, a gente assumiu compromissos muito cedo. Meu melhor papel era ser dona de casa, eu amava ser dona de casa. Com 19 anos eu engravidei da nossa primeira filha, a Isabelle e foi aí que eu vi o que era o amor incondicional, só quem tem um filho para experenciar isso. Depois eu comecei a estudar, porque quando eu me casei, eu parei de estudar na oitava série para cuidar da família que eu estava constituindo. Depois eu fui estudar, fiz supletivo, fiz ENEM, depois fiz faculdade, depois comecei os cursos de autoconhecimento, nunca mais parei. 

Com 28 anos, eu tive minha segunda filha, a Nicolle. Aos 32 anos deu aquele ‘boom’: “Aline, foca no autoconhecimento” e daí eu comecei a fazer curso de autoconhecimento e autodesenvolvimento e nunca mais parei.

Todos os cursos que eu experienciei, que eu vivi, toda dor que eu curei em mim, toda a sombra que eu levei para a luz, tudo que eu ressignifiquei, tudo o que eu experienciei, tudo o que eu vivi e estudei, eu pensei: “Eu posso levar isso para as pessoas”, porque de uma forma ou de outra eu já levava isso para as pessoas, mas não de uma forma profissional, né?

Minha formação foi pedagogia, eu sou pedagoga e depois todos os outros cursos que eu fiz, terapias holísticas nunca mais parei. Eu levo para as pessoas o que as pessoas querem, óbvio, se elas quiserem. O meu principal papel é comunicar, é ser uma comunicadora. E comunicar o que aquela pessoa precisa naquele momento.

2)    Por que escolheu o caminho da palestra? 
Resposta: Eu escolhi o caminho da palestra meio que por acaso. Recebi convite para fazer algumas minipalestras e nunca mais parei, depois comecei a fazer lives e recebi um convite para apresentar um programa na ComBrasil, canal 28 da Sky, com o meu professor Gennésio Lopes Mendes. A gente apresentou o programa ‘Terapia ComBrasil’. A gente convidava terapeutas do Brasil inteiro e ali eu entrevistava. Então, eu comecei a pegar amor por aquilo e até eu entender que eu nasci mesmo para comunicar e como palestrante eu posso fazer isso, numa live, em uma palestra, para cinquenta, cem mil pessoas ou para uma pessoa, atendimento para uma única pessoa. Não interessa como e quantas pessoas. Eu nasci para comunicar.

E quando eu falo que eu nasci para comunicar, todas as pessoas se comunicam, né? A única diferente que eu penso é que se não é para sair da minha boca coisas que vão elevar aquela pessoa, nem vai sair. Então, sempre a gente se perguntar: “Isso que eu vou falar, vai contribuir para alguém ou para algo? Ou para o bem maior? Vai elevar aquela pessoa? Vai elevar aquele entorno?” Então sempre é a questão dessa pergunta que eu me faço todos os dias. Comunicar sim, porém coisas que elevam as pessoas, expandem a consciência e principalmente coisas que conectem elas a elas mesmas.


 

3)    O que você aconselha para pessoas que se sentem inseguras?
Resposta: O que eu aconselharia para pessoas inseguras? Bom, a gente só pode dar ao outro o que a gente tem aqui dentro né? Eu era uma pessoa insegura e acredito que ninguém nasce seguro de si. Essa segurança, essa confiança, a gente vai adquirindo ao longo do tempo, ao longo da jornada da nossa vida. Vamos tendo experiencias e ficando mais confiantes. Mas o que eu penso principalmente, diante do me ponto de vista é que depois que eu parei de me julgar, parei de me criticar e quando eu comecei a praticar o autoamor, a auto generosidade, autocompreensão e a autoconfiança, eu ia lá, fazia o que tinha o que fazer e não julgava, só fazia, tanto no meu trabalho ou na minha vida pessoal. Então comecei a me amar a um certo ponto que o autoamor vem junto com a autoconfiança e quando olhamos para o julgamento alheio, na verdade, não existe julgamento alheio, o outro é só um espelho de nós mesmos. Então, quando eu não confio em mim, vão vir pessoas e situações para que me mostre aquilo. Nós somos um ‘radinho’ e emanamos uma frequência, e se por exemplo emanar que não confio em mim, aparecerão pessoas e situações para que eu possa trabalhar isso, evoluir isso em mim, afinal, viemos para cá para evoluir nessa jornada da vida. Quando começamos a entender isso, passamos a nos olhar. Então acredite em si, olhe para si, confie em si. Porque se não confiarmos, quem vai?  Então fui fazendo esses passos bem lentamente, sem me cobrar, porque o nosso ego está sempre nos cobrando né? “Não, você poderia ter feito melhor, poderia ter feito assim ou assado...”, nunca está bom o suficiente, o ser humano é um eterno insatisfeito, mas quando começamos a entender que somos conectados com o Todo e não tem religião nisso que estou falando, quando eu falo em ‘Todo’ é no amor é no amor incondicional é em Deus, então quando estamos longe e desconectados Dele, vamos ter esses sentimento de baixa estima, de não ter confiança, mas quando a nos conectamos a fonte, que Todo é a nossa fonte, começamos a ficar mais amorosos conosco e mais confiantes. Ir e fazer as coisas sem julgamentos, sem se autojulgar. 

4)    Como está sendo a experiência com as lives?
Resposta: A minha experiência com as lives é surreal! Há um ano e meio aconteceu a pandemia aqui no Brasil e eu pensei: O que eu posso fazer para trabalhar, elevar isso que eu quero levar para as pessoas? Mas como estava no começo da pandemia e estávamos todos sem poder ir e vir, pensei: vou fazer então dentro da minha casa e com as possibilidades que eu tenho. E comecei a fazer as lives e cada vez fazia mais. E na minha primeira live fique muito insegura. Porque todo o novo é como se fosse um quarto escuro, a gente não sabe o que tem ali! Então fiz uma, ai na outra semana fiz outra e fui fazendo, fazendo, fazendo e sabe quando tu começa a fazer aquilo e gostar do que esta fazendo? E principalmente não julgar, só faz! Então consegui fazer grandes parcerias e conhecer pessoas incríveis, extraordinárias. E nas lives existe uma troca imensa, que sou eu, meu convidado da live e as pessoas que participam. Então foi e está sendo surreal e foi de muito aprendizado, foi de muita contribuição, para mim, para meu convidado e para as pessoas que ali participam né? E assim a gente forma uma egrégora para levar a expansão da consciência, autoconhecimento e autodesenvolvimento para as pessoas que quiserem.

5)    Alguma novidade para este ano de 2021?
Resposta: Eu sempre penso muito na inclusão e acessibilidade. No meu consultório eu organizo desde a calçada até a porta com acesso para cadeirantes. Estou trabalhando em minipalestras no em plataformas online de venda, estou colocando libras para que todos possam ter acesso, então esse é o meu projeto para 2021, de 0 a 100 anos, quem quiser estudar sobre desenvolvimento humano, expansão da consciência e autoconhecimento terá acesso. Então a palavra do momento para mim é: Inclusão!

6)    Uma mensagem para a revista e para os leitores:
Resposta: Você pode ser quem você quiser! Você pode fazer o que você quiser. Então eu, Aline, já fui criança, adolescente, me tornei mulher e nesse percurso, nesse decorrer das minhas quase quatro décadas, pude experenciar várias coisas. Fui dona de casa, fui estudante e eu fui sempre em busca dos meus sonhos, mesmo que eu recebesse “nãos” e portas fechadas, mas nunca desisti. Pra quem duvida de si, não desista! Se uma porta se fechar, uma janela irá se abrir, e eu já tive muitos “nãos”, porém nunca desisti. A persistência é nossa amiga, a paciência é uma virtude porque as coisas não são no nosso tempo, somos muito imediatistas, queremos para o hoje, e então eu posso falar que podemos transitar no papel que a gente quiser. Porque eu me sinto feliz quando estou no meu papel de mãe, quando estou no meu papel de filha com meus pais. Me sinto plena quando estou com meu companheiro de 25 anos, eu me sinto plena quando estou cozinhando para mim e minha família, me sinto plena quando estou no meu trabalho fazendo as minhas lives e palestras...Então não interessa o que você esteja fazendo, as pessoas acham que ter sucesso e fazer sucesso é algo grandioso. Então no meu ponto de vista o sucesso é você fazer o que você quer, o que o seu coração requer. Nosso coração é o nosso GPS, não o negligencie o que vem dele, e não coloque pontos fixos na sua vida também. Por exemplo, hoje eu penso assim, pode ser que amanhã eu pense de outro jeito e está tudo certo. Aqui nessa vida a gente vem pra evoluir, aprender, pra ressignificar, viemos também pra se reconciliar com o que não foi reconciliado, a gente vem pra trazer luz a nossa sombra porque somos duais sim e nunca desista de você! Pratique o autoamor, auto generosidade, autocompaixão, autoconfiança e se olhe no espelho e veja a grandeza que você é! Você faz falta, porque nós estamos aqui para um propósito, quase oito bilhões de pessoas, somos todos irmãos, somos todos um, somos todos emaranhados quanticamente. É como se estivesse deturpado o jeito que a gente se olha, é como se fosse assim: nós somos sim a nossa história e o que experenciamos, porém o que a gente faz com o que vivemos e a nossa história? Porque podemos transformar a nossa dor em força! Quando saímos do lugar de vítima da vida e vai para o lugar de protagonista da nossa vida é libertador, é lindo! Seja protagonista da sua vida, seja o motorista do teu carro e seja feliz! Porque viemos pra cá pra ser felizes, independente do que aconteceu ou o que aconteça, seja feliz!

 

Fotos: Néia Moresco

Publicado por
Rafaella Freitas
Assessora de imprenssa
em 23/07/2021 às 16:10

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